Este é o Metal Underground Nacional!

Temos orgulho em apresentar-lhes o melhor do cenário Undeground Brasileiro.

Acompanhe as postagens colaborativas de nosso parceiro.

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Unearthly – Baptizing the East in Blood





Por Germano Roberto
Unearthly é uma banda carioca que surgiu em meados de 1998 com a fundação principal por Mictian. Com o tempo a mudança de formação também alterou a sonoridade da banda, mantendo os mesmos conceitos iniciais. O profissionalismo esteve inserido na banda desde o início, com a isso a evolução até o atual álbum Flagellum Dei (Flagelo de Deus) o qual posso afirmar que é o marco da banda. Este álbum foi gravado no estúdio Hertz na Polônia de maneira independente e sem nenhum apoio fiscal, ou seja, foi gravado na raça! E a arte do álbum ficou por conta do Edu Nascimento, um tatuador carioca conhecido por seus freehands incríveis. Musicalmente falando, os fãs de Behemoth, Belphegor e outras bandas que permeiam o Blackened Death Metal vão gostar logo de cara, pois é um som rápido, pesado e bem trabalhado.



Recentemente lançaram um DVD e um CD ao vivo gravados em Voronezh, Rússia, durante sua última turnê, Flagellum on Earth East European Assault em 2012 onde passaram por várias cidades brasileiras, russas e ucranianas. O material está impecável com uma ótima masterização e acabamento visual. Um atrativo são as legendas que foram inseridas, onde podemos saber o que é falado nas letras ou acompanha-las em inglês, depende do gosto do freguês, a abertura do show é marcante pela entrada visual com a logo da banda com efeitos em vermelho e com as seguintes palavras de Eregion: “Preparem seus corpos pois suas almas já nos pertencem” e logo iniciando com a destruidora 7.62.




Ainda no dvd, logo após o show, você pode assistir um breve documentário sobre a banda, biografia, detalhes da turnê e detalhes da gravação do Flagellum Dei e a respeito da nova formação da banda. 

M. Mictian - Bass/ B. Drumond - Drums / Eregion - Vocals and Guitars/ Vinnie Tyr - Guitars


Se você tem interesse em conseguir o material do Unearthly é só acessar a loja online na página da banda no facebook ou pelo email: store@theunearthly.com. Já aviso que vale muito a pena.





Kymera - FEAR EP Review

Por Germano Roberto e Lucas Antonucci


Mais uma banda mineira e de Juiz de Fora no Mines e isso é um bom sinal. Sinal de que as bandas cansaram de continuar somente fazendo shows e vão fazer os deveres de casa como esse que vos apresento.

O EP já começa com uma porrada com a música FEAR e prova que a banda Kymera não está para brincadeira e já deixa claro que não será mais uma fazer um som mais ou menos, é bem feito e pronto. Como ouvinte dá para sentir uma boa energia, daquela de entrar em um moshpit e botar pra quebrar. Conheço a banda pessoalmente, o que não me impediria de criticar, mas sinceramente não tenho muito o que criticar, muito pelo contrário, só elogios pelo trabalho e aguardo ansiosamente pelo full lenght!

A primeira coisa que chama a atenção é o trampo de guitarras que conduz toda a banda. Os riffs, solos, harmonias e tudo o mais é muito bom. Gravação é boa e permite audição limpa dos instrumentos e da música em si, com bom corpo de som. Vocal estilo metal modernoso é muito bem executado.

Os solos de guitarra são muito bem trabalhados, predominando melodias marcantes, com inserções mais técnicas pontuais, priorizando o clima. O uso de belos harmônicos naturais é magistral. Solos inspirados, conseguem soar atuais mas de uma forma que demonstra conhecimento da velha escola. Aliás, a dinâmica da guitarra é bem variada, técnicas diversas, progressões mais interessantes, dissonâncias, atenção a rítmica. Puta trabalho.

A bateria completa o time com as guitarras fazendo um instrumental trampado. Muita cadência nas partes lentas e domínio do pedal duplo que têm o timbre triggado característico, bem estalado. Bases mais “marteladas”, com pratos marcando mínimas e semi-mínimas soam interessantes, mas com os bumbos geralmente em divisões de tempo mais rápidas nesses trechos, dando solidez.  Para os leigos, são divisões rítmicas não tão aceleradas nos pratos, que variam do tradicional um chimbal pra cada caixa ou bumbo dos blast beats do thrash metal e metal extremo. Não que isso chegue a ser uma inovação, mas no som do Kymera é bem explorado e característico. Há outras variações de baterias pelo cd, ótimo para baterista prestarem atenção, pois há uma firmeza nos grooves.
Sebá (Bateria)/Cristiano "Chez" (Baixo)/Bernardo "Presuntin" (Vocal)/Rafael Souza (Guitarra e Vocal)/Eduardo(Guitarra)


O trabalho como um todo mostra muito potencial, atende quem quer quebrar o pescoço e também quem quer ouvir sozinho um som bem feito. Como sempre aguardaremos o próximo trampo.Por autorização da banda, nós disponibilizamos o EP FEAR para download é só clicar no link acima.

Kriver

 Por Lucas Antonucci


Mais uma banda de Recife aqui no Mines, a cena por lá têm mostrado qualidade, eu já conhecia a banda mas não a origem. Dessa vez é a banda Kriver, e faremos uma resenha do seu segundo Ep “Torrential”, lançado nesse ano. A proposta da banda é um Heavy Metal bastante tradicional. Aliás, tradicional mesmo. O que quero dizer com isso é o seguinte, quando usamos o termo Metal tradicional, muitas vezes serve para desambiguação com as subdivisões do estilo Thrash, Black, Death, etc. Ou seja Heavy Metal “normal”, puro, feito as primeiras bandas do estilo. Mas as bandas novas de Heavy nem sempre são tão tradicionais. Vários clichês de outras vertentes do Metal vêm (poluindo? Não), vêm sendo usadas por quase todas as bandas de Metal na subdivisão Heavy. Clichês como chuva de pedais duplos, gritos agudíssimos a exaustão, afinações baixíssimas, solos necessariamente ultra rápidos, usar captador EMG 81 (piadinha). Ou seja, dentro do Metal, são bandas Heavy como subdivisão homônima ao conjunto todo, todavia nem sempre são tradicionais. Quando há bandas de Heavy Metal tradicional, aí geralmente são saudosistas, fazendo questão de ter postura, visual, letras e tudo o mais feito as bandas de uma determinada época, geralmente os anos 80 mesmo. E por vezes essas bandas saudosistas, tendem a plagiar bastante o que já foi feito. Têm doido até hoje querendo trocar fita K7!



O caso, é que a Kriver é uma banda de Heavy tradicional, sem saudosismo, e de forma alguma é datado. É que essa banda manteve os elementos tradicionais sem maneirismos gratuitos poluindo o som, nem uma obrigação ortodoxa como limite.
 

Vamos à cena do crime, a gravação é excelente, de primeira. A banda soa toda coesa com destaque para o vocal, que com técnica excelente, faz linhas vocais bem variadas é a parte mais marcante do trabalho. A interpretação vocal é foda, sem apelação. As vezes rola uns ‘r’ puxado, tipo sotaque romeno à la drácula, achei legal. A voz do Rafael Gorga é bastante agradável, e a interpretação é própria, o elemento que dá mais personalidade a banda. As harmonias vocais também estão presentes e muito bem.

O instrumental apresenta climas com muita dinâmica. As transições instrumentais como um todo são muito coesas, nem são cruas e abruptas, nem tampouco progressivamente chatas. A composição é muito bem feita e cada parte têm seu papel e o que trazer a música.
 


O timbre das guitarras está matador, na medida certa pro estilo e para essas músicas, drive de uma forma que se escuta os acordes abertos, mas corpo para puxar o instrumental. Aliás, o timbre é bastante orgânico, a captação passiva junto da regulagem sem excessos deixa tudo muito natural, nem a compressão da gravação ofusca isso. Até fiquei brincando aqui de diferenciar o timbre do Bruno Oliveira e do Marcelo Neves, a princípio mais evidentes nos solos a diferença, mas depois que se acostuma também nas bases dá pra notar. Indico essa digamos brincadeira, para os mais aficionados por timbres e guitarristas com dificuldade de timbrar. Eu adorei isso na gravação, nada pasteurizado. Não chega a ser tão difícil quanto diferenciar digamos Kerry King de Jeff Hanemann que a primeira escutada são iguais nos primeiros álbuns, nem são timbres descoesos. Com o tempo, mesmo quando os caras variam de captador dá pra sacar ainda quem é quem. Me parece que o Marcelo é o primeiro a solar a maioria das vezes, com um timbre mais macio, com corpo e conciso. Enquanto o Bruno têm um som mais estalado e aberto. Tente prestar atenção nas transições entre cada solo, e o clipe de Gambling With The Reaper vai te ajudar a ver quem é quem. Depois tentem sacar em qual músicas essa ordem se altera.


Mesmo com essas características, os timbres de guitarra apesar de serem muito tradicionais, não são imitações dos velhos sons de guitarra dos anos 80, se o que leu até agora te faz imaginar os velho valvulados britânicos, não é esse timbre como um plágio que vai encontrar, embora também seja um timbre que vai agradar os fãs do passado e totalmente combinando com o estilo. É mais não é, quer entender dê uma chance e vá escutar.

O som da banda me lembra alguns elementos do álbum Somewhere in Time do Iron Maiden, vocal variado, muitos acordes nas bases, solos muito musicais, um som mais cadenciado que rápido, com modulações ditando as partes diferentes. Acaba sendo legal até mesmo porque o vocalista Rafael Gorga não imita o Bruce em momento algum, o que acaba digamos que, permitindo que as guitarras tenham o Iron Maiden como uma influência mais visível em certos momentos, sem comprometer o trabalho da banda. Outro mérito é que eles não estão imitando os riffs do grande Iron, mas sim demonstram uma assimilação muito forte dessa influência, mais até nos solos e passagens em terças que nas bases.
 

As bases além da influência de New Wave Of British Heavy Metal que prevalece, os caras também devem escutar tudo que rodeou o cenário da NWOBHM, antes e depois, como rock clássico, hard, prog e power metal. 

A cozinha é bem firme, talvez um mérito extra para o batera Ricardo Lira por saber muito bem tocar ao Heavy Metal também devagar, e com muita consistência, sem deixar soar punk (erro comum), nem deixar o groove fugir. Não é o que chama a atenção à primeira vista, e talvez seja uma coisa que anda rara, mas que como vemos aqui, não podia ser mais acertado. O uso do pedal duplo não é restrito nem exagerado, acho que estilo seria como se alguém da NWOBHM tocasse até hoje, sem ignorar atual pedal duplo onipresente, mas sem aderir ao modismo a ponto de se descaracterizar. Só prestei atenção nisso após várias audições, mas agora me chama mais atenção o que ta rolando na cozinha quando as coisas não estão rápidas. Guilherme Cordasso completa o time no baixo, com o bom som de dedos nas cordas e marcando cada parte, embora sem firulas se percebe que é a velha escola do baixo e batera fazendo as bases, pois ele toca suas próprias linhas marcando a banda. O mesmo que eu disse pra batera vale para o baixo, após as primeiras audições vemos que o trabalho da cozinha é bastante sólido.Enfim banda recomendada, tá aí um som que fazem como antigamente, não é ultrapassado, não é um plágio e têm toda qualidade.


Em relação ao trabalho anterior, o Ep “Toxic Blood” de 2010, este trabalho demonstra mais personalidade, e também um estilo mais definido. O trabalho anterior que também contava com 5 músicas era bem mais Hard Rock, e as linhas vocais estavam com a personalidade ainda maturando, soando muito bem em timbre e técnica, contudo mais comuns.

Banda que eu recomendo pra quem busca uma alguma novidade e curte a linha NWOBHM, ou só queira ouvir boa música. Aguardamos um CD completo.




Rafael Gorga - Vocais / Marcelo Neves - Guitarra / Bruno Oliveira - Guitarra / Guilherme Cordasso - Baixo / Ricardo Lira - Bateria

Deadly Curse - Synthetic Humanization Review

Por Germano Roberto e Lucas Antonnuci


Deadly Curse é uma banda goiana que de início, em 2005, tocava, um Thrash Metal Agressivo e Técnico, mas com o tempo eles passaram a tocar um Death Metal Melódico com uma pegada bem envolvente.
Como um bom ouvinte, gostei da pegada um pouco experimental e a mistura de vocais extremos com limpos e a linha musical também muito me agrada. Mas vou dizer de forma mais minuciosa e que fique clara que essa é a opinião do autor desta parte do review e podem ocorrer diferenças de opinião.

O início do EP já deixa claro que é melódico, é óbvio pela melodia das guitarras! Sem saber a nacionalidade da banda você já imagina, quem é fã do estilo,que a banda vem dos EUA ou algum país europeu, mas não minha gente, como disse no início são goianos e são extremamente competentes como a música deles. Para os amantes de sons mais diferentes no meio do metal, é um prato cheio e tem tudo o que o estilo pode nos propor. Mas a parte mais técnica eu deixo com meu companheiro de blog para poder explicar melhor.


Tecnicamente só posso elogiar! A começar pela gravação que não deve nada as gringas, simplesmente está no nível das bandas internacionais, na verdade se você não contar a origem da banda, passa desapercebidamente. Todas as nuances do metal core moderno estão presentes e bem executadas. Bases agitadas, breakes, variações, estão lá. Vocais variados, guitarras alternando peso e melodia, trampo de duas guitarras, variações rítmicas, realmente o som chama a atenção.
Se você realmente curte esse tipo de som deve dar uma chance a essa banda, há muita coisa sendo expressa, influências muito bem assimiladas, as músicas são variadas e a audição não cai na mesmice. A execução nas faixas demonstram ótima produção, desde afinação de cada vocal até a precisão rítmica. Só não recomendo para os headbangers ortodoxos (como eu haha!), pois como esse estilo bebe do questionável new metal, e assimila muitas variações pode não agradar a velha escola. De todo jeito, daí negar a competência do grupo é outro papo. Os refrões são marcantes e tudo é bem feito, se você paga pau pro Lamb of God e demais bandas do gênero, tenha a dignidade de dar uma chance aos conterrâneos e escutar esse Ep uma vez. Alta competência, promessa nova do estilo.



Como dica final ao Deadly Curse, uma banda que começa assimilando tão bem as influências já é um destaque com certeza, mas as bandas que vão reinar em um estilo são aquelas que inovam e ditam as regras. Mantenham firme que esse pode ser o caminho natural nos próximos trabalhos.

Escute o álbum na integra!


Unearthly: Confira vídeos ao vivo diretamente da Europa



Em força total nas apresentações pela Europa, o UNEARTHLY disponibiliza vários vídeos de seus shows na ‘Baptizing Europe In Blood’.

Festival Metal Crowd (1) – Bielorrússia



Festival Metal Crowd (2) – Bielorrússia


Festival Metal Crowd (3) – Bielorrússia


Blackened Life Fest – Rússia


Kaliningrad – Rússia


Drum cam @ Metal Crowd


Drum cam @ Letônia

A banda continua excursionando pela Europa. Em breve mais notícias sobre a turnê.

Escute uma música do álbum “Flagellum Dei”:


By: Metalmedia

Contempty


Por Lucas Antonucci



Banda formada em 2012 na pequena cidade de Rio Pomba/MG, a Contempty têm uma proposta voltada para o Doom Metal, bastante melancólico. Gaping Deception In Guiltless Eyes é o primeiro lançamento, um Ep contando com 3 músicas que são mais que suficientes para mostrar a proposta sonora.
Contempty é a união das palavras Contempt (desprezo) + Empty (vazio).

Chama mais a atenção de cara a proposta sonora, enquanto 98% das bandas novas que ouvimos têm influência das bandas de sempre, nada errado com isso, mas na cena não vemos muitas bandas de Doom se destacarem, é quase sempre a mesma meia dúzia de propostas que se apresentam. Essa característica já traz por si só uma identidade diferenciada. O som é muito obscuro, arrastado, pesado, mesmo embora bem feito, não vai agradar qualquer fã de Metal. Letras pesadas e mórbidas acompanham o clima depressivo.
Bateria e vocal se destacam junto do excelente teclado, que produz arranjos variados e muito interessantes. Aliás, teclado e voz são os instrumentos que “puxam” mais as composições, contribuindo para a personalidade. As influências vêm da vertente mais Death/Doom, bandas como Anathema, Sanctorum, My Dying Bridge, Amorphis, Paradise Lost, etc.



A banda é formada por ex membros da Silence RiverDown, banda de Doom Metal também, que registrou um único Ep, com 3 excelentes músicas. Embora um projeto e outro possuam traços em comum, a Silencer River Down, possuía uma sonoridade mais próxima do Doom/Death do fim dos anos 80 e início dos anos 90, mais próximos dos primeiros álbuns tradicionais do estilo, Anathema e Paradise Lost. Somando influências, a Contempty têm uma atmosfera mais complexa, aliada ao clima bastante depressivo e pesado de antes, as influências estão lá da mesma forma, mas com mais coisas incorporadas, mais fundido, talvez influências de subdivisões do Doom Metal, como Dark Metal e Funeral Doom. Logo é uma sonoridade ainda mais diferente do Metal tradicional.



A gravação têm qualidade boa, achei apenas o som de bumbo meio apagado. Os timbres de guitarras e baixo são equalizados bem fechados, os timbres não embolam e se consegue ouvir cada instrumento. Destaco o timbre de teclado, em cada variação aparece muito bem. A banda já se mostra muito entrosada, as variações são fluentes, os instrumentos se alternam em seus papéis de forma coesa.A banda trabalha os climas, embora tétricos, a audição não se torna boçal em momento algum. Há arranjos e variações interessantes.



As faixas são “Gaping Deception In Guiltless Eyes” - muito arrastada, bateria bem lenta, com teclados criando o clima. Têm também um riff de guitarra muito bom puxando um momento mais rápido na música. “The Harpist” - mais dinâmica, alternando lentidão e partes mais empolgantes. Repare no domínio do clima que se quer passar, pois embora a bateria acelere, o clima se mantém denso, não fica menos sombrio. “Lifeless” - as coisas ficam lentas novamente, há alternância de climas arrastados e um destaque para o teclado, com arranjos excelentes.



Em todas as faixas, a voz não é somente um destaque por alternar vocalizações rasgadas com momentos mais limpos, mas pelas linhas vocais, que variam bastante, interpretando cada momento. Mesmo cada tipo de voz, limpo ou rasgado, alterna o sentimento, passando impressão de dor, tristeza, narrações, etc.

Caveira chorando? Pessoalmente achei a capa duvidosa. A parte fraca fica por conta impressão do álbum, embora o cd físico não seja mais tão essencial, e saibamos as dificuldades de ainda lançar nesse formato, a impressão ficou ruim, impossibilitando a leitura. Tive contato pela arte disponibilizada pelo facebook da banda, onde exceto a capa, a arte interna e contra capa do álbum são interessantes.



Certas bandas não nascem para ter o maior público possível, mas para expandir a música. Até quando o Metal pode ser introspectivo, melancólico? Essa é uma banda que testa esse limiar, bastante anti mainstream, profundo, mas muito musical, há sentimento em todo momento.



A banda detém já muitas resenhas deste Ep por vários países. Já sabemos que a banda tem várias músicas prontas e ficamos no guardo do lançamento de um CD completo.



Se trabalharem bastante, tem tudo para se tornarem uma banda Cult da cena, e referência do estilo.


METAL MEDIA 5 ANOS: Baixe coletânea gratuita com 44 bandas!





A Metal Media faz aniversário e quem recebe o presente somos nós! Acompanhem abaixo:


A Metal Media chega aos cinco anos de história com mais um presente aos fãs da música pesada brasileira: uma coletânea gratuita para download!

A coletânea “BRazilian Xtreme Way MMXIII”, terceira idealizada pela empresa, conta com uma música de cada banda do atual roster da Metal Media, totalizando 44 faixas de excelentes bandas da música extrema nacional.

Assim como nos outros anos, a “BRazilian Xtreme Way” mantém a tradição de usar, como capa, personagens da cultura brasileira. Já tendo utilizado uma índia e o boitatá, neste ano quem leva a imagem da coletânea é o Saci-Pererê, lenda conhecida nos quatro cantos do país.

“A lenda do Saci possui histórias distintas conforme a região do país. É um personagem ambíguo que absorveu características de diversas culturas. Achamos que ele representaria muito bem o que é o Heavy Metal feito no Brasil e, consequentemente, as bandas da Metal Media, que se espalham por todo o território nacional”, comentam os idealizadores da empresa, que completam: “em 2005, o governo do Brasil instituiu o dia 31 de outubro como dia do Saci, como forma de maximizar a importância da história brasileira sobre a estrangeira que comemora nesta data o dia das bruxas, favorecendo a valorização cultural de nosso país. Tanto a lenda do Saci como todas as outras do folclore brasileiro, nos comprovam que nosso país possui um rico e vasto tesouro esquecido e desvalorizado, mas que fazem parte de nossa história”.

Para baixar a “BRazilian Xtreme Way MMXIII”, basta entrar no hotsite criado especialmente para a coletânea e clicar em download. No site também é possível saber mais sobre a compilação e as bandas participantes.


“Agradecemos a todos os parceiros, clientes e amigos que acreditaram em nosso trabalho nesses 5 anos! Sem vocês nada disso seria possível! Nosso MUITO OBRIGADO!” 

Cangaço

Por Lucas Antonucci


A banda pernambucana Cangaço é conhecida por dois grandes méritos: Misturar música regional nordestina com Death Metal e ter tocado no Wacken Open Air, o maior festival de Metal do mundo. Mas a estes dois méritos, vem se somar um terceiro grande feito, que é a composição do primeiro CD da banda ‘Rastros’.

A banda fundada em 2010 já havia conseguido repercussão com apenas duas demos e um Ep, em que vinham amadurecendo e construindo seu estilo, muitos elementos regionais em um som voltado ao Metal Extremo. Mas Rastros é um CD com mais méritos que isso, um álbum extremamente musical acima de tudo. Dizer que é uma fusão de elementos regionais com Death Metal seria simplista. Às vezes é difícil falar do estilo de certos álbuns, mas sem querer fazer rotulações definitivas, quem mais deve dar uma chance a este CD são fãs de Metal que curtam um som bem trabalhado. Algo que bandas com raízes no Metal Extremo e que com o tempo foram se tornando mais progressivas como Death e Opeth fizeram, e que, além disso, incluíram sons folclóricos a mistura como fez o Vintersorg, por exemplo.


É óbvia a fluência dos músicos, o que torna a audição agradável aos fãs de metal progressivo que não tenham frescura com guturais e vocais agressivos, alternados por Rafael Candena, também guitarrista, e Magno Barbosa Lima responsável pelo baixo. O álbum foi gravado por André Lira nas baterias, atualmente substituído pelo experiente e de monstruoso currículo Mek Natividade, e vários músicos convidados em diferentes instrumentos.

Magno Barbosa (Baixo) - Mek Natividade (Bateria) - Rafael Gadena (Guitarra/Voz)
Além de instrumentais, letras bem feitas em inglês e português com linguagem baseada na cultura nordestina compõem a obra. Muitas dissonâncias, um baixo com excelentes linhas melódicas e muito trabalho na parte rítmica, por vezes transparecendo fraseados com influências de Jazz, mas tudo muito maduro, não há apelações virtuosísticas forçadas em momento algum. A gravação tem qualidade internacional, muito limpo e bem timbrado, você não vai estranhar a diferença se acabar de ouvir uma banda renomada e em seguida colocar este CD para tocar, indispensável ponto a quem se arrisca numa proposta musical mais experimental destas dar atenção a este quesito, principalmente pelas linhas complexas e o uso de vários elementos que poderiam se perder. Instrumentistas em geral e aqueles que apreciam audições detalhistas, com certeza terão muito gosto pelo trabalho.


Se você é fã de Opeth, Death, Vintersorg, The Faceless, O Auto da Compadecida, Sepultura, Lampião e Zé Ramalho (ou pelo menos concede respeito a este último), devem dar uma chance a este álbum e escutar pelo menos uma vez na integra e depois conversamos!

Entreveista: Facínora/Drowned/Hattred/Impetuoso Desdém

Mas uma entrevista do nosso parceiro Heavy Metal Online!



Novidades do Underground Nacional


Novidades do Underground Nacional via Metal Media


Oligarquia: Uma das atrações da nova compilação do Pólvora Zine


A instituição do Death Metal Brasileiro chamada OLIGARQUIA está presente na coletânea organizada pelo website Pólvora Zine, 'Brazil Underground Attack Vol 2'.
A coletânea engloba 23 faixas de bandas que transitam entre os estilos Crossover, Grind, Thrash, Speed, Death, Doom e Black Metal. Confira o tracklist completo:



  1. Throwing Into The Chaos - Psychotic Eyes
    2.
    Rising - Panzer
    3. Faster Than Evil - Jackdevil
    4. Bitter - Megahertz
    5. Owner Of The World - Oligarquia
    6. Prayer Before The Death - Carniça
    7. Zodiack Attack - Vulcano
    8. Flagellum Dei - Unearthly
    9. Infernal Forge - Aggresion
    10. Mankind Under God's Wrath - Chemical Disaster
    11. Legião Underground (Sobrevivência)  - Retaliador
    12. Nightmare (In Frost And Fire) - Apokalyptic Raids
    13. Quando Julgam Os Infames - Banni Conflict
    14. Gods Of War - Tormentor Bestial
    15. Sanguinários Do Poder - Deadliness
    16. Global Desolation - Skinlepsy
    17. Sua Lei Minha Lei (Live) - Uganga
    18. Great Sinner - Soul's Silence
    19. More Mindless Violence - Hellarise
    20. I The Wolf - Warhell
    21. Interposition - Khrophus
    22. Guerras Insanas - Rhestus
    23. Se Quiser - Project 46
Para baixar gratuitamente a coletânea clique aqui.

Ouça uma música:




Para agendar datas com a OLIGARQUIA escreva para:


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Ancesttral: Baixe agora primeiro disco com bônus!


O ANCESTTRAL está disponibilizando seu primeiro disco, o já clássico nacional 'The Famous Unknown', para download gratuito.

E o grupo está realmente generoso! No pacote, além do álbum, o ANCESTTRAL incluiu o primeiro EP 'Helleluiah' e duas músicas gravadas ao vivo no Blackmore Rock Bar em 2008.

"Já faz um bom tempo que o 'The Famous Unknown' está esgotado e muita gente ainda o procura. Este é nosso presente de agradecimento pelas pessoas estarem nos apoiando este tempo todo" comenta Alexandre Grunheidt.

'The Famous Unknown' foi lançado em 2007 e imediatamente caiu no gosto do headbangers brasileiros, sendo aclamado por mídia e público e entrando em várias das "famosas" listas de melhores do ano.



Para baixar gratuitamente o pacote, visite o link:
www.ancesttral.com/tfu.rar

Lembrando que o mais recente EP, 'Bloodshed and Violence', também está disponível para download gratuito:
www.ancesttral.com/bloodshed.rar

Contato para shows e merchandise: press@ancesttral.com


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Hibria: Assista performance do baterista em 'Drum Cam' exclusiva



O baterista do HIBRIA, Eduardo Baldo, disponibilizou recentemente em seu canal no You Tube uma 'Drum Cam' mostrando sua performance na música 'Blinded by Faith'.
A gravação foi feita no Japão, na cidade de Osaka, em 2011 durante a turnê de promoção do disco 'Blind Ride'. Confira:



Eduardo, quando não está quebrando tudo com o HIBRIA, também ministra aulas de bateria. Para saber mais, entre em contato pelo email: eduardo@hibria.com
Já o HIBRIA está em fase final de preparação para o novo álbum, quarto da carreira. Alguns detalhes já foram adiantados: o baixista Benhur Lima está responsável pela mixagem e, o vencedor do Grammy de 'Engenheiro de Masterização de Áudio', Mike Couzzi, pela masterização.

Ainda não ouviu o último lançamento da banda? Ouça aqui uma música do álbum "Blind Ride":




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Chemical: Banda apresenta capa de vindouro álbum


Depois de anunciar o título de seu vindouro álbum, 'New Dimension', o CHEMICAL apresenta a arte da capa.


O trabalho artístico ficou sob a responsabilidade do próprio vocalista Alex Spike, que também criou a arte do álbum 'Peste' do Claustrofobia.

A banda também liberou um teaser da gravação do material:



Conheça um pouco do Brutal Thrash Metal praticado pelo grupo:

CURSED HARVEST



MENTALLY INSANE



BLOODY STREETS 



A banda segue em produção de 'New Dimension', previsto para ser lançado ainda neste primeiro semestre e em breve mais notícias serão divulgadas.

Contatos para shows e merchandise: chemicalthrash@gmail.com